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  • O custo de aquisição digital subiu e agora

    O custo de aquisição digital subiu e agora

    O custo de aquisição digital subiu: o que isso significa para o varejo físico

    Nos últimos anos, muitos varejistas apostaram pesado no digital como alternativa ao declínio do movimento nas lojas físicas. A lógica fazia sentido: alcance maior, segmentação precisa, resultados mensuráveis. Mas algo mudou — e quem não percebeu está pagando caro por isso.

    O digital ficou mais caro

    O custo de aquisição de clientes no ambiente digital aumentou de forma expressiva. Mais anunciantes disputando os mesmos espaços, algoritmos menos favoráveis ao alcance orgânico e consumidores cada vez mais saturados de anúncios encareceram cada clique, cada lead, cada venda.

    Para grandes marketplaces com margens robustas e escala global, esse aumento é administrável. Para pequenos e médios varejistas, é um golpe direto na rentabilidade. A margem de erro nas campanhas de marketing caiu. Investir errado agora custa mais do que antes — e o retorno está cada vez menos garantido.

    Onde está a oportunidade

    Paradoxalmente, esse cenário cria uma janela de oportunidade para as lojas físicas. Enquanto todos disputam o mesmo consumidor no digital, o varejo presencial tem um ativo valioso que nenhum marketplace consegue replicar: a experiência física.

    Segundo a SalesForce, 84% das pessoas afirmam que a experiência é fator decisivo na decisão de compra. 73% declaram estar dispostas a pagar mais por uma experiência superior. E 64% recomendam uma empresa para outras pessoas após uma vivência positiva.

    Esses números revelam um caminho claro: a loja física que investe em experiência diferenciada não compete com o digital pelo mesmo terreno — ela joga em um campo onde o digital simplesmente não consegue entrar.

    Mas experiência não acontece por acaso

    O desafio é que experiências positivas não surgem do improviso. Elas exigem conhecimento sobre o cliente: quem é, o que valoriza, como se comporta dentro da loja, o que o encanta e o que o frustra.

    Sem essa informação, o varejista acaba investindo em iniciativas genéricas que não ressoam com ninguém — e desperdiça o principal diferencial que tem em mãos.

    A combinação de presença física com inteligência de dados é o que separa as lojas que crescem das que apenas sobrevivem. E essa inteligência, hoje, está mais acessível do que nunca.

    O varejo físico tem futuro — para quem se preparar

    A geração Z, que em breve representará a maior fatia do poder de consumo, demonstra um interesse crescente por experiências em lojas físicas. Não as lojas antiquadas e passivas de décadas atrás, mas espaços que surpreendem, personalizam e criam memórias.

    Quem souber usar os dados que já existem dentro da própria loja para criar essas experiências vai sair na frente — tanto dos concorrentes físicos quanto dos gigantes digitais.


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